Autora Li MendiOi. Eu sou a Autora Li Mendi, mas, pode me chamar de Li. Sou geminiana, carioca, casada e muita feliz.

Quando tudo começou

Nasci em 1985 (quando a Internet nem era o que é hoje!). Comecei escrevendo em cadernos redigidos à mão com 14 anos, que eram emprestados aos amigos. Estes deixavam recados ao final sobre o que achavam das histórias.

Depois, a praticidade do word me fez esquecer a letra bonita e comecei a imprimir e encadernar os livros artesanalmente em casa. Os amigos curtiam e o ciclo era pequeno de leitores. Guardo alguns com carinho.

Por volta do ano de 2000 eu criei meu primeiro blog e comecei a publicar e receber os comentários de leitores do mundo todo. O processo solitário começou a ser dividido com centenas de pessoas.

Meu primeiro livro online, Cada Casa um Caso, foi bem aceito e recebi pedidos para continuar. Então, não parei mais!

Hoje, já são mais de 30 histórias, mas não tenho como deixar de citar O amor está no quarto ao lado, que foi a maior sensação entre elas. Recebi dezenas de e-mails, mensagens por Twitter, Facebook e Orkut, pedindo para publicar o livro. Por isso, em busca de atender aos meus leitores queridos, e também realizar um sonho pessoal, consegui fazer uma versão impressa. Depois dele, a família de livros só cresceu.

Escrever é um processo contínuo, é uma forma de não viver em preto e branco. E não é apenas a minha vida que ganha cor, mas a de muitas outras pessoas que esperam todo dia uma nova história.

Carinho do Público

Converso muito nas redes sociais com meus queridos leitores, principalmente no Facebook, onde rolam enquetes para decidir desde o nome de um personagem, até o que acontecerá no rumo do enredo. É uma escrita colaborativa e muito divertida. Inegavelmente, isso gera muitas expectativas. Como diz  o Pequeno Príncipe: “Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas”.

No entanto, não escrevo por likes, curtidas, compartilhamentos, rankings da Amazon, estrelinhas no Wattpad ou seja lá qual for o reconhecimento gamificado social. 

Se assim o fizesse, eu deixaria a essência do meu trabalho se balizar pelas modinhas, pelo roteiro feito, pela visão enlatada de uma novela digital. Não seria autoral, seria algo encomendado apenas.

Motivo de escrever:

Eu escrevo porque três horas da manhã, às vezes, vou ao banheiro e os personagens não param de conversar em minha cabeça. Escrevo porque tem dias que cinco horas da manhã preciso ligar o computador para registrar o turbilhão de pensamentos e diálogos que saem como vulcão do meu cérebro.

Escrevo porque escrever é tudo o que sei de coração. Sei muitas coisas profissionais pelo raciocínio, mas escrever é meu coração batendo na pancada de cada letra no teclado.

É uma necessidade de criar personagens complexos que vivem comigo durante um bom tempo. Parece que se passam cenas na minha frente como se eu estivesse assistindo a um filme e ninguém pudesse quebrar essa bolha.

Depois da história pronta, ela pode acabar tocando outros corações, fazendo sucesso ou simplesmente tocando uma ou outra pessoa. Mas ela existe primeiro para me fazer viva. Quando eu acabo, é como se morresse um pouco, conforme diz Clarice Lispector, autora com quem muito me identifico quando declara sua morte entre um livro e outro. Lembro de uma entrevista em que perguntam se ela era profissional e a mesma diz que não se via assim.

Olho para o que faço e penso que também não quero ser perfeita ou esperar de mim que uma história me traga reconhecimento, porque isso é pesado demais. É natural do ser humano sentir desejo pelos louros. Mesmo assim, procuro focar no meu encontro íntimo com os meus personagens e isso é a minha força motriz. Às vezes, caímos na tentação do orgulho e ele nos afasta da humildade que é se inclinar diante de uma mesa e deixar o personagem falar em meus ouvidos o que quer dizer.

Não é possível ouvir direito o que desejam contar se estou preocupada no formato e na forma de vender o livro enquanto crio. Essa é uma fase posterior. Se isso acontece, me afasto uns meses e tiro um tempo para ler e ficar comigo mesma.

Não fico muito tempo sozinha, porque logo penso que algum pequeno fato do cotidiano podem virar uma história e já quero criá-la.

Onde tudo acontece:

Hoje, as histórias nascem no meu pequeno escritório em um apartamento do Rio, onde moro com meu amado marido. Mas, também leio e-mail e uso muito as redes sociais pelo meu celular enquanto estou na rua ou em um momento de break durante o dia de trabalho frenético como publicitária.

Formação da Autora Li

Sou formada em Jornalismo e Publicidade pela UFRJ e pós-graduada em Inteligência Competitiva e Gestão de Negócios (ESPM) e Marketing Digital (FGV).

Mais sobre mim vocês vão encontrar no meu Blog da Li! Para me escrever, é fácil: [email protected] ou clique aqui.