Blog da Li Mendi

Automotivação: Entregue vários bons que isso será ótimo!

Hoje acordei com aquela vontade de ter vontade de ir pra academia, com aquela vontade de não sentir sono para acordar cedinho e escrever um livro. Mas, a cama era mais forte que eu, o edredom mais pesado que eu. Então, me perguntei o que me motivara nos livros anteriores, nas manhãs anteriores de malhação? Apertei os olhos na cama, tirei o cabelo da testa e pisquei. Meu Deus, como é chato o óbvio: na verdade, eu tive que me automotivar.

Começa assim: você está com um metabolismo que dá arrepios na sua endócrino (foi o que ela me disse ontem com um quase “tsi tsi tsi”), sabe que precisa fazer exercícios (porque isso está em todos os programas de TV, na sua caixa de SPAM, na sua amiga que come batata doce às sete da manhã no seu lado no trabalho), porém, não vem nenhuma vontadezinha mísera que te faça se enfiar em uma roupa de lycra. Contundo, num dia sem vontade, você simplesmente empurra seu corpo, como se ele não tivesse alma e fosse movido por uma força mecânica e, como uma zumbi na rua de olhos fechados atrás dos óculos escuros, você chega a academia quase batendo a cara no vidro da porta.

Três dias sem necas de tesão pra malhar, de repente, seu corpo está mais resistente e com mais energia e aí… (não, a vontade ainda não vem) você começa a se sentir forte para lutar contra ficar na cama.

Então, quando você olhar para um plano alvo: malhar, fazer um livro, testar uma receita, começar a monografia ou qualquer coisa que passe na sua cabeça agora, não espere que sinta uma grande vontade que torne seu mundo colorido, engraçadinho e perfumado para você, saltitante, realizar seus sonhos. Normalmente, quando conquistamos o que queremos o que vemos em volta é um cenário de guerra.

Quer vencer? Vá sem vontade mesmo. Desligue seu filtro “mundo perfeito” e comece mecanicamente que em breve o “natural” faz as malas e vem encontrar com você. Porque nem sempre o mundo estará sob as condições perfeitas de temperatura, umidade e pressão. Faça como é possível. O tempo que perde adiando suas tarefas para entregar o “muito bom” só deixa brecha para sua lista de “to do” aumentar mais ainda. O mundo não pára para você entregar sempre com excelência (apesar de só te cobrarem isso). Se não dá tempo de fazer ppt, vá no corpo do e-mail mesmo, mas mande. É meio assim no trabalho, não é? Se não dá tempo de imprimir, escreva à mão! Entregue vários bons que isso será ótimo!

O mais difícil não é se automotivar. Porque você é bem inteligente para em dois segundos fazer uma lista de benefícios para todas as suas conquistas.

O mais difícil é ser mais forte que as suas desculpas, porque você é capaz de acreditar nelas de tão fortes, coerentes e pertinentes que conseguem ser.

Você não tem que lutar contra você mesmo, mas, contra as desculpas que constrói para si. Sim, não é alguém tentando de minar. É sua luta interna entre ir batalhar pelo que quer e continuar na fofa, quentinha e macia inércia. Uma escolha. E toda escolha implica em ganhar algo e abdicar de outras escolhas.

E não quer dizer que quem sempre madruga vence. Quer dizer que quem cedo madruga para tentar pode ganhar com a experiência com cada perda, que alimentará uma nova motivação para mais tentativas que levarão ao sucesso.

Penso nos livros que escrevi para tentar me motivar para o próximo que comecei e está parado no segundo capítulo. Não é essa a chama. (você precisa achar o gatilho certo para te despertar!). Me pergunto (e as perguntas são as melhoras formas de me provocar) será que esse próximo é o grande livro que ainda estou por escrever? A dúvida me inquieta mais, porque ela me desafia.

Olhe para o seu alvo hoje e vá em frente, mesmo com medo, mesmo sem vontade nenhuma. Simplesmente respire fundo, se empurre pelos ombros e vá. O mundo de conto de fadas ficou para trás. Agora, você é grandinha. É assim que funciona no universo dos adultos: uma soma de eventos muito frustrantes que, de repente, é interrompido por suas vitórias: pequenas, grandes… O que importa o tamanho? Tenha as suas para contar. Pare de repetir sobre as vitórias dos outros. Apare a sua grama, que ela ficará tão verde quanto a do vizinho.

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2 respostas
  1. Monaliza
    Monaliza says:

    Olá Li Mendi!!!! O que dizer dos seus livros?? Foram os melhores que já li, me lavaram a cenas fantásticas e com muitos detalhes sobre cada personagem, cada momento, cada lugar… Depois de fazermos a leitura ainda passamos horas só imaginando a cena. Uma das minhas histórias favoritas foi "Alma Gêmea Por Acaso", pois não sosseguei enquanto não li o último capítulo e bateu aquela tristeza quando acabou. Gostaria de saber um pouco mais de como surgem suas inspirações para escrever os livros e quanto tempo leva geralmente para completar cada história.

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