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Pessoas tóxicas: como lidar com elas (Deixe-se fluir como rio limpo)

Como lidar com pessoas Tóxicas e com energia ruim
Imagina que você é um rio cristalino. Nas suas águas, têm peixes de diversas espécies.

Suas margens são moldadas por lindas pedras e árvores.

Sim, no percurso há algumas quedas, mas que com elegância se transformar em belas cachoeiras.

Você é um rio puro, um rio fazendo seu caminho.

Você está preparado para desfazer de qualquer sujeira que possa te poluir.

Você planeja proteção para derrame de óleo, resíduos industriais, mercúrio….

Você não é ingênuo, sabe que isso pode acontecer, porém, sabe se proteger contra esse desastre.

Você esquiva de ficar perto de “grandes fábricas”, mantêm as margens limpas, continuando sua jornada, limpa e saudável.

Mas um dia, aparece um pequeno carro inofensivo. O motorista fica te admirando e você até acaba gostando de ser visto. Por fim, até deseja que o visitante retorne mais vezes.

Após algumas visitas este motorista retira do carro uma caixa pequena e despeja no rio, no caso, em você.

Mesmo assustado, você não liga e pensa: “Ah! É apenas uma caixa e não tem óleo ou produtos químicos”.

A questão é que o despejo se torna diário.

Olhando bem de perto, você começa a perceber que se trata de lixo hospitalar!

Há ali algumas seringas, algodões, frascos de remédios.

No mesmo instante, você fica triste e passa a prestar atenção em suas águas, que agora têm: lixo flutuando e alguns peixes mortos. Tudo isso por ter inserido algo que não devia.

No desespero, você retira o lixo superficial, jogando para as margens ou encaminhando até o grande oceano.

No fim, está cansado, entretanto, feliz!

Conseguiu eliminar todo aquele lixo.

Com o passar do tempo, percebe que os peixes diminuíram, que a água está turva e que não há mais admiradores no leito.

Então, você acha que entende o porquê.

Você se culpa porque, provavelmente, o responsável de deixar o rio feio pode ser você.

Entristecido, vaga por suas águas e começa a avistar pequenos objetos presos nas algas.

Há algodão, alguns pedaços de gazes, curativos.

São pequenos e, assim, acabaram ficando enroscado nos galhos à margem do rio de maneira quase imperceptível.

Na verdade, olhando assim, até parece que faz parte do cenário.

Sem querer, o lixo passou a ser parte de você.

Nós somos rios limpos e cristalinos.

Muitas vezes, nos preparamos para enfrentar pessoas ruins, que pintamos como bicho papão e achamos que estamos protegidos.

Estamos despreparados para pessoas tóxicas que nos poluem devagar.

Achamos que são amigos, que nos amam ou pelo menos nos admiram.

Porém, na verdade, no fundo, estas querem apenas despejar seus lixos em nós.

Precisamos tomar cuidado para que “nossas algas” não agarrem o lixo das pessoas tóxicas e acabem achando que o resíduo nos pertence!

Analise com calma: será mesmo que o que você sente ou o seu defeito é seu mesmo?

Será que não foi colocado por alguém tóxico?

Liberte-se!

Evite pessoas tóxicas.

Cultive os afluentes que possuem as mesmas águas cristalinas que você.

Torne-se grande, fluido, límpido, sem resíduos.

Apenas flua com suas marcas!

Autora: Camila de Almeida Leiva

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