Blog da Li Mendi

Um pouco do óbvio

Tudo tem seu tempo. Mas, o difícil é esperar esse tempo chegar. Achamos que já estamos prontos para ele e não aguentamos ficar sentados na cadeira mofando. A grande dádiva da vida é saber fazer algo de produtivo no período stand by.

Eu andava meio estressada por uns estágios que achei que tinham que rolar e não rolaram (que pobreza de vocabulário! Aff). Aí, uma amiga me disse: “Por que você não aproveita para estudar”. Eu quase lhe disse que era isso que eu vinha fazendo há 5 anos na universidade, mais 3 de pré-vestibular. Só que tive a humildade de entender que estava certa.

Nós precisamos do óbvio em nossas vidas. Dizem que é por isso que os livros de auto-ajuda fazem sucesso. Em lugar de ficar quebrando a cabeça e o coração com caras errados, ser feliz com o “óbvio e certo de baixo do nariz”. Em vez de ficar chorando pela gordurinha aqui e ali tomando mil shakes, tirar o tênis do armário e correr. No lugar de parecer que sabe um pouco de tudo, se debruçar sobre os livros…

Entrei na biblioteca com as duas gotas e meia de “saco” que me restavam, acompanhada por uma amiga e fomos procurar livros para ler. Ela escolheu um bem fino “que conseguiria ler”. Eu peguei dois tijolões e empilhei nos braços. Em casa, instalei uns programas novos de editoração de imagem e sentei a bunda na cadeira. Estudar. Estudar. Estudar. Sim, o óbvio. Sem estratégias mirabolantes.

Principalmente, sem ansiedade, sem estresse, sem cobranças.

Desde que vi no Globo Repórter um médico explicando que a ansiedade libera substâncias em nosso corpo que ajuda a matar rapidamente nossas células e nos envelhece muito mais rápido, a luz acende vermelha e sonora ao menor ataque de histeria.

Na reportagem, foi mostrada algumas comunidades japonesas e outras americanas onde as pessoas comiam muitos vegetais, caminhavam, cultuavam o silêncio e a paz interior. Isso está muito longe da minha vida estressante. Mas, o quanto eu sou responsável por ter um dia-a-dia assim? Qual a parcela de culpa que me cabe?

A ansiedade é minha maior fraqueza. Que bom saber disso porque, consciente deste problema, tento agora me controlar.

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