Amor e Guerra- Li Mendi

À guerra, Amor

Amor e guerra coexistem. Quem atirem um arroba daí os casais inabaláveis, os que vivem de mil sexta-feiras à noite com pipoca e Cinemark sem ter um colapso de chatura. Já viu mulher dizendo que faz tudo pelo cara: cata a cueca, aceita ver Jogos Mortais e faz depilação semanal mas não são retribuídas? A explicação para isso está naquele clichê popular: homem gosta de mulher má. Não é uma questão de chicotinho da Tiazinha e sim de deixá-los brigar. Se tirar dos meninos de Marte o direito do duelo, jogamos um balde de água fria em sua essência competitiva.

É preciso uma linha limite da conquista. Se a mulher entrega tudo de bandeia, tem grandes chances de ganhar o troféu chicletina do ano! Ser má não é ser covarde, é ser menos acessível. Diga não. Fomos criadas entre as panelinhas e Barbie para ser a boa mocinha. Se essa regra for levada muito à sério, podemos colocar nosso amor próprio no fundo do baú.

Muitas vezes quando começamos um relacionamento colocamos um alvo redondo na testa dos nossos parceiros. Tudo é direcionado para aquele foco. A compra da roupa, a decisão do fim de semana, a cor do cabelo, everything. Aí é que surgem as tão famosas queixas: “Queria sair por aí como nos tempos de solteira, eu me sentia tão viva!”. Só que a morte do tesão, friozinho na espinha, arrepio na nuca não foi culpa do namoro/casamento. É preciso estar sempre com uma novidade, uma instabilidade… É a cobertura do bolo!

Ah!Tão mais fácil se entregar ao pijama de flanela e às pantufas, não é? Mas, quem disse que tem que ser a mulher fatal 24h? É uma questão de atitude, não de look (por mais que conte). A chatura da relação vem de dentro para fora. Começa nas doses mínimas de amor-próprio, na esperança de que o amor por nós seja tarefa do outro, e termina no colapso de guerras catastróficas.

Amor sem batalhas não tem graça e o de uma guerra só pode não ter volta.

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